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Volta a Portugal em Cadeira de Rodas (well, kinda)

A propósito deste último post, o José Lima começou isto em 2007, voltou em 2008 com a Rosa, e este ano vai na 3ª edição, iniciada no passado dia 1 de Agosto. Diz que o apoio que foi recebendo ao longo do percurso o levou a criar o Clube VPCR (Volta a Portugal em Cadeira de Rodas):

Os Objectivos do Clube VPCR são responsabilizar a sociedade civil na promoção de estratégias para uma integração efectiva dos deficientes Portugueses e contribuir de forma positiva para a quebra de tabus associados à deficiência. Incentivar à reflexão da sociedade sobre a nossa realidade, contribuindo assim para a redução do estigma, da discriminação e da marginalização das pessoas com deficiências, através do desporto, criando para o efeito a modalidade de Handbike [ou “ciclismo adaptado”, um termo que faz parecer que só quem tem deficiência opta por esta modalidade, o que não é totalmente verdade] em Portugal.

Esta 3ª edição tem estado a contar com alguns percalços, mas nada que desmoralize. Embora tenham chamado a isto “Volta a Portugal em Cadeira de Rodas”, é uma Volta a Portugal em Triciclo, efectiva e legalmente. Trata-se de ciclismo e não de atletismo em cadeira-de-rodas.

VPCR

Um é uma “handcycle” de origem, a outra é uma cadeira-de-rodas “normal” com um kit que a transforma num velocípede («velocípede é o veículo com duas ou mais rodas accionado pelo esforço do próprio condutor por meio de pedais ou dispositivos análogos»).

É excelente esta iniciativa do José Lima, e que haja mais pessoas a acompanhá-lo. Divulgam a causa dos deficientes, e divulgam o handcycling, o que é uma combinação excelente! Por terras lusas, agora assim de repente, só me lembro de ouvir falar de duas outras entidades a promover o handcycling, a ParaSport e a Sportis com os Bike Tours, e em parceria com a CM de Faro.

Força José! 😀

Aha! E entretanto descobri alguém em Portugal, uma empresa com loja em Vila do Conde, a vender disto! 🙂

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Serviço Bike Bus da Carris alargado

Há a partir de agora (Agosto) mais 2 * carreiras da Carris com o Bike Bus, um serviço iniciado em 2007, totalizando agora 6 carreiras:

21 – Saldanha – Moscavide Centro *
24 – Alcântara – Pontinha
25 – Estação do Oriente – Prior Velho
31 – Av. José Malhoa – Moscavide Centro *
708 – Martim Moniz – Parque das Nações
723 – Desterro – Algés

Serviço Bike Bus da Carris

Como funciona:

1 – Entre no autocarro Bike Bus com a sua bicicleta pela porta de saída do veículo
2 – Fixe a bicicleta na braçadeira de velcro antes do veículo iniciar a viagem
3 – Valide o seu título de transporte [não paga mais pelo transporte da bicicleta!] nos validadores existentes no interior do veículo

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Ponte

Vi umas notícias sobre uma ponte pedonal e ciclável sobre a 2ª Circular, em Lisboa, a construir em 2010 sob o patrocínio da Galp Energia. Dizem que ligará Telheiras às Torres de Lisboa. Anseio por mais pormenores! 🙂

Vejam bem isto:


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De carro ou a pé (ou de bicicleta) o percurso indicado é o mesmo. A pé o Google prevê uma meia hora para andar 2.2 km, de carro 6 min para 2.5 km, de transportes públicos uns 20 min (a pé + autocarro). Caros amigos, trata-se de uma distância efectiva de uns 250 metros. Tão perto e tão longe… Precisamos de mais pontes destas, venham elas! 🙂

E Lisboa está cheia de exemplos destes. E Oeiras também tem disto.

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Uma Alleycat Race em Lisboa!

É já este domingo, dia 28, com início às 16h30 no Marquês de Pombal. Cliquem na imagem para irem para a página do evento:

Alleycat Race Lisboa

E como aquecimento e treino pela cidade há Massa Crítica veranil nesta 6ª-feira! 😉

Ao mesmo tempo da Alleycat Race há a Cicloficina de Junho, que foi ajustada no calendário para coincidir com a corrida, em que é um dos Task Checkpoints.

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Alhos e bugalhos

Um ciclista dirige-se para o trabalho às 05h30, de madrugada, e para atalhar caminho, parece, usa uma rua de sentido único, em sentido proibido e, num entroncamento sem visibilidade colide violentamente com um automóvel, morrendo instantaneamente.

Um jornalista conclui automaticamente que este é mais um caso que vem ilustrar a necessidade de ciclovias na cidade de Vigo, e sustenta tal opinião com o facto de 2 mil ciclistas se terem manifestado dias antes, reivindicando a não anulação do projecto já adjudicado de construção de uma ciclovia ao longo da costa que permita ligar Vigo a A Ramallosa, e que ofereça maior segurança e conforto aos ciclistas que já fazem esse percurso em lazer ou em desporto (e angariando mais dentre as pessoas que se dirigem para as praias), comparando com a via de elevado volume de tráfego motorizado actualmente disponível.

Eu diria que uma coisa não tem a ver com a outra. Eu olharia para a notícia do ciclista abalroado e morto (e da condutora em choque) e pensaria que é mais um caso que vem ilustrar a necessidade de formação e sensibilização dos condutores de bicicletas e de automóveis para saberem evitar situações em que se possam pôr em risco a si próprios ou aos outros. O ciclista deveria saber que os outros condutores não esperam cruzar-se com ele numa rua de sentido único em que ele segue em sentido proibido e que tal manobra é ilegal e, das duas uma, ou não seguir em contra-sentido ou fazê-lo de forma consciente e o mais segura possível. A condutora deveria fazer aquela curva cega com mais cuidado, afinal, era uma curva cega, e era de noite. Ambos foram parcialmente culpados, embora o grosso da culpa recaia sobre o ciclista, pela informação a que consigo aceder.

Olharia ainda para a notícia sobre a manifestação de ciclistas pela ciclovia pela costa e pensaria que tal infraestrutura, se bem desenhada, pode ser algo muito positivo e vantajoso para os utilizadores de bicicleta, seja em que contexto for – utilitário, lúdico ou desportivo, e que tal via não pode ser encarada como um corredor para proteger os ciclistas de si próprios, como parece ser a ideia do jornalista.

[Notícia via lista do CiudadCiclista.]